segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

QUEREM REDUZIR A REMUNERAÇÃO DOS VEREADORES DE PONTA DE PEDRAS.

                        Vereadores de Ponta de Pedras, eleitos em 2012.

A foto acima, mostra os vereadores de Ponta de Pedras eleitos em 2012. Infelizmente, após eleitos, tal qual aconteceu com as pessoas que exerceram o mesmo cargo, silenciaram. Praticamente até hoje nada se sabe sobre a produtividade dos mesmos. Talvez em função disso, recentemente, vi uma postagem no Facebook, onde se fazia uma enquete visando conseguir assinaturas para propor um projeto de lei de iniciativa popular, visando reduzir a remuneração dos vereadores para o mesmo valor recebida por um professor, imagino que da rede municipal.
Talvez o motivo da indignação do patrão (povo) com seu servidor (vereador), seja a não constatação de melhorias dos serviços para o qual o servidor foi selecionado (eleito) e contratado (ao assumir o cargo).
Na minha opinião, reduzir o salário de um funcionário não é o mais indicado para resolver o problema de aumento de produtividade. A literatura sobre o assunto indica que não melhora em nada o serviço, pois outros fatores contribuem para um mau desempenho do funcionário, como por exemplo: competência e interesse pelo serviço, para citar apenas dois. Muitas vezes, o vereador, que exercia uma atividade totalmente diversa da função ou que não tinha nenhum relacionamento com esse emaranhado de leis, leituras constantes, discursos em público e obrigações totalmente diferentes dos seus afazeres, encontre certa dificuldade ao chegar à câmara, principalmente se considerarmos, que nenhum vereador é previamente preparado, com um curso, ainda que expedito, para exercer o cargo. Por outro lado, um bom salário, sempre ajuda para que as melhores mentes lutem para conseguir exercer o cargo. O ideal é que fosse eleito uma pessoa já preparada, se tal fato não acontece em Ponta de Pedras é porque o mercado está carente de pessoas com formação melhor ou os responsáveis pela seleção (eleitor), não estão preocupados com o bom desempenha do selecionado, mas esse problema, não é exclusivo do nosso Município, constata-se no Brasil todo.
Contudo, temos que concordar que os vereadores não justificam com trabalho as remunerações que recebem ou falando de outra maneira, não conseguem convencer o patrão que, realmente trabalham. Talvez esse fato deva-se à carência de um planejamento feito pelo vereador, onde ele possa estabelecer metas a serem alcançadas anualmente e, na medida em que forem sendo executadas,  forem sendo informadas para a população, isto é, o vereador, talvez tenha dificuldade em administrar suas obrigações durante o mandato.
Estabelecer metas a serem alcançadas é fundamental para qualquer executivo (o vereador, exerce uma função semelhante à de um executivo de uma empresa, com pequenas diferenças), conforme orienta Peter F. Drucker, no texto abaixo que, se lido, adaptado e seguido pelo vereador, certamente jamais ele terá a tristeza de ver alguém pedir para diminuir a sua remuneração por ser improdutivo. 
“CRIE UM PLANO DE AÇÃO.
Um executivo é alguém que faz, que executa. Para ele, o conhecimento é inútil até que tenha sido traduzido em atos. Só que antes de partir para a ação, o executivo precisa traçar seu curso. Precisa pensar sobre resultados desejados, limitações prováveis, futuras modificações, pontos de avaliação e implicações sobre o modo como seu tempo será gasto.
A primeira coisa a fazer é determinar os resultados desejados. Para tanto, o executivo se pergunta: ”Que contribuição a empresa deve esperar de mim nos próximos 18 a 24 meses? Com que resultados vou me comprometer? Em que prazos? Em seguida, pondera os limites da ação: “Esse curso de ação é ético? É aceitável na organização? É legal? É compatível com a missão, os valores e as políticas da empresa?” Uma resposta afirmativa não garante que a ação será eficaz. Contudo, uma vez violados tais limites, a ação certamente será inadequada e ineficaz.
O plano de ação é uma declaração de intenção, e não um compromisso. Não deve virar uma camisa-de-força. Deve ser reavaliado com frequência, pois todo sucesso abre novas oportunidades. Todo sucesso e todo fracasso. O mesmo vale para mudanças no ambiente de negócios, no mercado e, em especial, no capital humano da empresa. Todas essas mudanças exigem a revisão do plano. Um plano no papel precisa prever a necessidade de flexibilidade.
Além disso. O plano de ação precisa contar com um sistema de comparação dos resultados em relação às expectativas. Em geral, o plano de ação de um executivo eficaz prevê duas verificações. A primeira é realizada na metade do período de duração do plano, aos nove meses, por exemplo. A segunda ocorre no final, antes da formulação do plano de ação seguinte.
Por fim, o plano de ação precisa servir de base para a administração do tempo – que é o recurso mais escasso e mais valioso de um executivo. Numa organização – seja ela um órgão do poder público, empresa ou entidade sem fins lucrativos -, a perda de tempo é inerente. Um plano de ação será inútil se não puder determinar de que forma o executivo usa seu tempo.
Napoleão teria dito que ninguém jamais saiu vitorioso de uma batalha ao seguir um plano. Mas esse mesmo Napoleão planejou cada batalha que travou muito mais meticulosamente do que qualquer general antes dele. Sem um plano de ação, o executivo se torna prisioneiro dos fatos. E, sem um mecanismo para a reavaliação do plano com o desenrolar dos fatos, não há como o executivo saber que fatos, não há como o executivo saber que fatos são realmente importantes e quais são mero ruído.”/ Extraído do livro: DRUCKER – O homem que inventou a Administração.   


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